Dripping, 2019

”O silêncio que ocorre durante o processo, numa repetição por vezes extenuante, tal como a de Marie Curie, instaura um sentido num território liberto do que é excessivo. Um lugar que resiste ao excesso do quotidiano. Um espaço de abandono, de despojamento, de espera de quem quer conhecer uma verdade material ou estética. O gesto performativo simples é repetido e como no processo científico, o acidental e o impreciso dão sentido ao desconforto de horas de observação ou manuseamento, aqui na performance de desconforto físico, compondo nuances, aceitando desvios, desafiando a perícia.”